Saúde aposta no álcool gel para evitar contaminações
Na semana passada, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou que todos os serviços de saúde no Brasil devem ter álcool para a higienização das mãos dos profissionais que lidam com pacientes. Pode ser usada a fórmula líquida, com 60% a 80% de álcool, ou solução em gel, com concentração mínima de 70% de álcool. O prazo é de 60 dias para aderir à determinação.
De acordo com a secretária de Saúde, Cida Belli, essa determinação "é uma forma de segurança a mais ao paciente". Em Brusque já está sendo feito um levantamento de todos os locais que necessitam dos itens, para que se possa abrir o processo licitatório e efetuar a compra. "Até o início do próximo ano, vamos estar com toda a determinação concluída", afirmou a secretária.
O Hospital de Azambuja já está cumprindo a determinação. De acordo com o médico Antonio Pucci de Oliveira, o índice de infecção hospitalar é muito alto no País e isso acontece devido à transmissão de infecções bacterianas de paciente a paciente, que na maioria dos casos são feitas pelas mãos de quem manuseia o paciente.
As infecções hospitalares devem receber atenção especial, pelo amplo uso de antibióticos, que fortalecem as bactérias. "Devemos, sempre, fazer a higienização das mãos a cada paciente. Para lavar as mãos é mais difícil e o álcool torna-se mais fácil e tem a mesma função", considerou Pucci.
Segundo o médico, o álcool em gel é mais indicado por conter componentes que ajudam ao não ressecamento da pele. "O álcool líquido resseca a pele, causa fissuras e o tiro pode sair pela culatra. Causando fissuras, o perigo da contaminação é muito maior do que você não usar nada", concluiu.



